— In English! — Auf Deutsch! — En Español! — En Français! — ショー“空の音“ —
Um espetáculo que promove a inter-relação de linguagens artísticas. A ligação da trama das artes. O tempo, o espaço, o corpo, a cena.
Duas linhas sonoras se enlaçam
Em uma dança que desafia o silêncio
No espaço uma obra tece seus fios
Que sob a luz se projeta em diferentes formas
Trazendo ao corpo semelhante trama luminosa
E no movimentar de sombras, som e silêncio
Uma silhueta se expressa na dança dos (des)afetos
Convidando a sentir aquele que observa
Transparência, contraponto, diálogo, equilíbrio, forma sem preenchimento: o vazado. Elementos que se tornam signos para a construção estética. Poucos elementos, com muita intensidade.
A linguagem subjetiva permite a percepção de múltiplos olhares. Olhares que compartilham de um conceito comum. O Som do Vazio – Para ver ouvir e sentir.
DESCRIÇÃO:
O show “O SOM DO VAZIO”, com aproximadamente uma hora de duração, é composto por uma apresentação musical, apresentação de um figurino, uma instalação plástica, iluminação e corpo em movimento (dança). As linguagens artísticas neste espetáculo são complementares e tratadas por igual importância.
Música – Interpretação de onze canções brasileiras a partir de uma instrumentação reduzida: Contrabaixo e Voz. O diálogo entre esses dois instrumentos acontece no contraponto de duas melodias que descreve o cenário musical presente na poesia das canções. A concepção de três dos arranjos conta com a participação de instrumentos como: flauta transversal, clarinete, violoncelo, violão e pandeiro. Apesar destas músicas apresentarem uma textura sonora mais densa, os instrumentos executam linhas independentes que preservam a mesma concepção sonora do duo, sobreposição de melodias sem a necessidade do uso constante de acordes.
Figurino – A criação e confecção dos figurinos foram realizadas a partir da escolha de tecidos leves e com transparência, sobre os quais foram trabalhadas texturas que se entrelaçam e se sustentam sobre o corpo. A paleta de cores, retirada dos tons de pele, permite que haja uma integração entre o tecido e o corpo.
Iluminação – A quase ausência completa de cor amplia o espaço cênico e deixa que seja o som que preencha o ambiente. Os recursos de contra-luz dão contorno aos músicos e aos contrabaixos, definindo silhuetas e demarcando presenças. Em alguns momentos os focos fechados permitem aos olhos o encontro exclusivo com os músicos, ampliando ainda mais o vazio que há em volta e que desta maneira é mais intensamente atravessado pelo som.
Cenário - As peças que compõem o espaço são móbiles, pela capacidade que têm de serem maleáveis. Foi escolhido o metal que, apesar de bastante sólido se mostrou mais doce do que a linha no papel que, uma vez feita, não aceita correções sem deixar vestígios. Na tentativa de retirar do papel o esboço mais elementar da ocupação de espaço, é que foram se conformando as curvas. O corpo já estava vivo, faltavam os frutos. Estes, são feitos de um ponto de luz que se desloca de um lado a outro do desenho enquanto linha e folha giram. Na intenção de habitar o tempo parado é que se criam pausas, como vãos de espera para o que promete acontecer.
Dança – “Dançar é esquecer” diria a pesquisadora Thereza Rocha. Cada movimento que se inscreve no espaço vazio é preenchimento apenas no instante em que se realiza. Um piscar de olhos e o movimento já passou, já não existe mais. É isso então o corpo; algo que muda a todo instante e preenche o vazio do espaço com movimentos e presença efêmeros. Mas como preencher o vazio de si próprio? Na “valsinha” o corpo redescobre-se. Valsam juntos contra-baixo, voz e corpo; procurando, mutuamente, desenhar e ser o vazio no espaço.
Fotografia – Registro visual do entrelaçamento das artes. Os músicos que tocam, os tecidos que se misturam com os corpos e a obra, todos atravessados pela luz que está em foco e os fazem brilhar. A fotografia mostra o que a luz nos revela. A transparência do tecido, o brilho dos fios de uma trama. Um rosto que mostra o que sente, um corpo que dança por sentir.
Arte gráfica – O material gráfico desenvolvido para o espetáculo reafirma a busca pela intensidade fazendo uso de poucos elementos e a utilização consciente do vazio como preenchimento. São priorizadas as harmonias por contraste – na tipografia utilizada, nas fotos escolhidas – na construção de espaços gráficos de leveza e força.
FICHA TÉCNICA:
Músicos:
Fernanda Rosa – voz
Mateus Costa – contrabaixo acústico
Participação Especial:
Cecília Marcon – flauta transversal
Eva Figueiredo – clarinete
Paulo de Tarso – violão
Dimi Camorlinga – pandeiro
Maria Carolina Vieira – dança
Sonorização:
Chico Peixoto
Iluminação:
Elisza Peressoni Ribeiro
Cenário:
Roberto Gorgati
Figurino:
Adriana Cardoso
Fotografia:
Camila Lima
Arte Gráfica:
Paula Pereira
Assessoria de Imprensa:
Carolina Dantas
Produção:
Dimi Camorlinga












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Obrigada, Valéria.